Twitter

CUT BA > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > RODA DEBATE A INTEGRAÇÃO DOS REFUGIADOS NO PAÍS

Roda debate a integração dos refugiados no país

13/03/2018

Liderada pela Coordenação Nacional Entidades Negras (Conen), a roda trouxe relatos sobre a situação atual dos refugiados africanos, além de discutir soluções e propor políticas sociais e educacionais

Escrito por: Comunicação CUT no Fórum

A Tenda da Central Única dos Trabalhadores começou as suas atividades no primeiro dia do Fórum Social Mundial com muita reflexão e diálogo. Na sala Margarida Alves, uma roda intitulada "Diálogos Brasil – África: racismo dialogando com a migração e a situação de refúgio" concentrou integrantes de movimentos negros de todo o país. Destaque para a nobre participação de cidadãos africanos de Angola, Mali e República Democrática do Congo, que dividiram experiências pessoais e as maiores dificuldades ao chegarem no Brasil.
 
 
Liderada pela Coordenação Nacional Entidades Negras (Conen), a roda trouxe relatos sobre a situação atual dos refugiados africanos, além de discutir soluções e propor políticas sociais e educacionais para fazer uma melhor adequação e adaptação destes cidadãos à realidade brasileira.
 
 
Hortense Mbuyi, advogada da República Democrática do Congo, relatou com muita emoção o que passou ao chegar no Brasil há três anos. "Percebi que os africanos que não falam português ficam completamente desassistidos aqui. A maior dificuldade é o idioma e muitas oportunidades são perdidas por isso", disse a líder do grupo Integração Para Todos, que atua em São Paulo e possui uma rede de apoio para os africanos que chegam ao país.
 
O médico Bernardo Shonda é angolano e percebeu na pele as dificuldades ao ver que seu diploma de médico nada valia aqui no Brasil. "Meu diploma virou apenas um papel e eu teria que fazer a faculdade outra vez para atuar no Brasil. Isso precisa mudar. Africanos não servem apenas para serviços de limpeza, somos qualificados!", diz o médico que, junto com Hortense, lidera o grupo Integração Para Todos.
 
 
Entre as discussões, foram propostas soluções para que, de alguma forma, o Brasil consiga pagar a dívida histórica que possui com a África e ofereça uma melhor condição de vida para a população negra refugiada. "Percebemos que há um tratamento diferente com os negros refugiados em relação aos refugiados de outros continentes. Não sabia que o racismo era tão forte aqui no Brasil, é preciso que ouçam a nossa voz", completa a advogada.
 
 
A programação da Tenda da CUT, localizada no campus de Ondina da Ufba, continua com força total. Amanhã o espaço contará com o lançamento do livro "Enciclopédia do Golpe - o papel da Mídia" com a presença da ex-presidente Dilma Rousseff e o jornalista Mino Carta.
  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DA BAHIA
Rua da Independência, 16 | Nazaré | CEP 40040-340 | Salvador | BA
Fone: (55 71) 3322.9908 / 3321.9473| www.cutbahia.org.br | e-mail: sgcutba@gmail.com